terça-feira, 22 de março de 2011

RELANCES


Em constantes momentos, vi você!
Não por completo, mas mesmo assim vi você!
Em vários gestos, vi você!
Como se fosse a primeira vez, mesmo sentimento!
Emoção da espera pelo dia enfim!
Como esperei e esperaria mais, quem sabe um mês?

Vi você, mas não como antigamente!
Em meus braços não estás mais!
Me contento com minutos, segundos,
quem sabe se te vejo mais?

Vejo você em Maria e em João!
Vejo os mesmos gestos, carinhos,
carícias, mas não te vejo por completo!
Como se muda o passado, como se volta no tempo,
como consigo te ter por completo nesse momento?

sábado, 12 de março de 2011

Minhas Frases

Há se o mar fosse de coco-cola para poder morar na praia eu viveria meus
dias em plena felicidade, nadando e tomando todos os dias a minha infância sutíl,
infância essa que perdi por medo de viver. Acho que são lembranças o que vem agora
em minha mente, as formas geométricas que estão desenhadas na areia da praia me diz coisas que deveras precisaria lembrar, são fatos e cheiros marcados em minha memória, com essa certeza verdadeiramente sinto que meu ser necessita de algo que ainda não vivi minha alma vazia em busca de abrigo ou não sei o que... bolinhas de gude, carrinhos de relimã, pipas, bola de futebol, esconde-esconde, tantas brincadeiras e nenhuma delas me faz sentir tão bem hoje como antigamente, será que perdi a infancia e com isso estou perdendo minha juventude? Não sei hoje se sou capaz de reviver tais coisas... certamente não... mas essas lembranças me deixa com o coração palpitando... como um adolescente apaixonado pela menina mais linda da sala, como um super-heroi voando sobre o céu mais alto tentando desesperadamente salvar a mulher amada, e esses sentimentos que outrora me fazia flutuar, hoje me mostram que o crescimento de minha alma aconteceu e que apenas e simplesmente falta o crescimento meu.

Julyanne Rezende e Samuel Lopes

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Alguns desabafos internamente referidos

Em uma noite dessas vi o reflexo de teus olhos nas estrelas, quando o meu foco era o seu e juntos sonhávamos em várias primaveras, como se ficássemos juntos para poder contar as estrelas do céu, uma missão que se tornara importante com o meu eu ao lado do seu.
Até contamos algumas destas milhares de estrelas, sei que elas vão ficar em nossa mente e em nosso coração perpetuamente, mas o meu eu não esta junto do seu, como se meu problema de vista mudasse o meu foco, não conseguia mais ver um eu completo, via mesmo era dois eu’s desfocados, paralisados por fatos e fatores, cobertos pelo manto da juventude, atitudes falam mais alto sempre e não houve provas suficientemente convincentes para ambos.
Precisaria eu de um tempo comigo mesmo para poder dar meu melhor para o próximo mais adiante? Por que começou se acabou terminando? Por que eu estou passando por coisas complexas? Preparação para algo maior? Ou por que eu tenho essa visão/percepção da vida? Quanto mais tento responder questionamentos diversos do meu ser, vejo que, preciso amadurecer mais!
Tentando fazer com que eu comece a conhecer as verdades que procuro. Conseguir responder é uma questão de persistência e perseverança. Acharei! Uma coisa eu sei responder, foi e continua sendo especial para mim ter tido a oportunidade de ter você, marcou como ninguém conseguiu marcar!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Á vista!

Sempre a vista, em lojas e modas,

Vistosas, formosas, amorosas vistas,

Como em quem dobra um sonho na gaveta do canto

Como quem abre a geladeira e pensa, sobre coisas,

sobre crenças e sobre outras coisas,

Mas as vistosas vistas continuam vistosas

Em apenas sobras de um universo sentimental

Como em sonhos vivendo a vista de um sonho só

Tendo como vista revistas e portais

Sem as quais ela não existiria mais.

Vendo que as vistas vistosas já não se mostram mais.

Retorno

Depois de muito penar, de muita procura, muita falta de o que escrever, do que sentir, resolvi reencontrar as letrinhas miudinhas novamente, então bati a poeira de minhas roupas e escrevi.

sábado, 30 de agosto de 2008

Sentidos!

Um susto, o impulso de um brilho antigo, artigos de jornal
Acendendo e apagando, dentro de uma luminária qualquer.
Tendo a luz, tendo o brilho de vida, brilha.
Embora o fel que em suas veias correm, dentre outras mortes, vive de amor
A flor, a travessura de uma luz sapeca, no meu peito cerca, no meu peito doe,
Corroe o pectu infante, amedronta uma crença, espalha mentiras e as retinas,
Essas retinas ingénuas, acreditam no que querem acreditar, mostram o que
Querem ver, enganam quando querem enganar. A luz!! dentre todas as outras
A luz que brilha, que cega, que tira o meu foco, que tira minha roupa.
Visões de um corte penetrante, visões de vidas delirantes, a vida delirando Pela visão da vida.
Meu bem onde tu estas agora? Sinto seu cheiro em minhas narinas,
Sinto seu calor em minha pele, mas as retinas, essas não te vêem mais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Memórias de um palhaço

Um pulo aqui, outro acolá, dentro da piscina imaginaria nado e nado até cansar.
Vi em um grande circo, cavalos, carneiros, elefantes, tigres, e eu, o grande palhaço plebeu.
Com minhas palhaçadas desde criança, minha mãe dizia assim, "vê se estuda menino, por que palhaço vira sim".
Não me arrependo da minha escolha, cada cabeça uma coroa, cada rei o seu problema, vi em olhos infantes a alegria singular, vi em vidas vazias o consciente angular de um inconsequente. A mente palhaçal como assim chamo até hoje, é uma mente florida, dentro de um mundo encantado vivo a bravejar, batalhas de um rato contra o pato mau, esguichos de água em meio a multidão, palhaço por palhaço essa minha profissão. Mais que minha profissão minha escolha, minha caminhada, escolhi ser palhaço ou ser palhaço me escolheu? A minha cara pintada mostra um outro eu, aquele que aqui dentro pede para sair, pede para respirar, suplica, implica, replica, pede para brincar.
As brincadeiras brincantes, começo a desabrochar com muita graça e alegria, essa vida que quero levar, para que um dia muitos falem, aquele palhaço que foi, foi ele sim minha filhinha, com carinho e alegria, me fez lembrar que a vida não é apenas 1, 2.