segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A inconstância constante!

Vivendo a vida ao quadrado
Ficando na beira e também no fundo do lago
Sentindo o suor frio do medo
Tomando o café da coragem
Tendo no fundo o desprezo
Exalando a alegria da prisão
Querendo querer o querente
O calor e o frio de quem sente
Sentado fui de pé fiquei
Olhei o olhar do velho trovador
Que toca musica de romance,
Mas também toca musica de terror
Passos de ida, passos de volta
A volta ao mundo aconteceu e o ponto final
É o ponto inicial
A inconstância da viagem,
Inconstância da passagem
O passo que foi dado retorna ao acaso
De um inconstante encostado!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Fuga de um seu humano!

O acaso veio para me lembrar o monstro que fui, o monstro que sou e percebo que nada mudou e que sou apenas uma copia de todas as pessoas ao redor de mim, vivi sem a minha vida verdadeira, vivi a vida dos outros e agora esta tudo acabado meus dias na terra estão se findando e sei o quanto fui burro sem perceber tal presepada vivencial, a minha arrogância fez com que eu me tornasse esse monstro, atrofiei vivências por um simples querer e até então não tinha percebido, minha colheita está chegando e me dizendo que tenho que recebê-la para que eu não piore as coisas, tento parar de fingir e me entregar para a humanidade jogada aos trapos nas calçadas e nas grandes metrópoles, há fui sim um eu tão eu que fui os outros sem querer ser eu, pois sabia que não seria fácil ser eu e nem sei se as coisas iriam ser melhores ou piores para o eu interior. Meu tédio é ser um humano, minha morte é ser um humano, minha desgraça é ser um humano, minha revolta é ser um humano. Fuga fugitiva e faltosa dentre todos que me cercam e são tantos "e" que nem quero falar mais esses "es"todos, fui e sempre serei um fugitivo da minha própria alma, vivendo minha amargura homogenia e intensa dentro do meu eu que não sou eu!